“… Sentia-me extremamente bem. Ouvia a voz do meu pai, ou melhor, sentia as palavras: “Patrícia, filha querida, dorme tranquila, amigos velam por você. Esteja em Paz.” Embora estas palavras fossem ditas com muito carinho, eram ordens. Sentia-me protegida e amparada.
Estava deitada numa cama alta como as do hospitais, branca e confortável. Acordava e dormia.”… *
…
“—Que aconteceu? De que desencarnei?
—Uma veia rompeu no seu cérebro. Tem que haver um motivo para o corpo morrer quando é vencido o prazo de o espírito ficar encarnado. Foi por um aneurisma cerebral.”… *
Nós, encarnados, temos sempre a tendência de associar a morte à tristeza e à dor. É natural, pois ainda não temos preparo, ou conhecimento, suficiente para entender o que é a morte. Falta-nos esclarecer a mente e aprender a conviver com a ideia de que um dia todos nós voltaremos para casa.
Sim, porque nossa casa não é aqui na Terra. Estamos todos aqui apenas de passagem para cumprir alguma missão e já com o passaporte marcado para nosso retorno ao Plano Espiritual. Seremos temporariamente separados, mas algum dia, se assim permitido, nos reencontraremos com nossos amigos e familiares e entenderemos muitas coisas.
É preciso que nos permitamos substituir a dor e a tristeza que sentimos ao sermos separados daqueles que amamos pela saudade e o desejo de que estejam bem, pois eles também sentem nossa tristeza e isso atrapalha a evolução dos nossos irmãos recém-desencarnados.
Queridos irmãos, rogamos a Deus para que vocês possam ser curados da dor e da profunda tristeza que habitam seus corações. Que todos tenham força e entendimento para enviar somente bons sentimentos e pensamentos para aqueles que partiram para novas moradas.
Que a paz de Cristo esteja sempre com todos!
Paz e Luz!
* Trechos do Livro “Violetas na Janela”, da autora espiritual Patrícia e psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho.

