Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.

As lembranças

As lembranças ferem, curam, alegram, entristecem… Muitas vezes uma mesma lembrança pode te dar duas sensações opostas, a alegria de tê-la vivido e a angústia por não poder revivê-la. Como se sentir sabendo que uma parte de você se foi para nunca mais voltar, e agora não passa de uma lembrança? Será que as lágrimas vão amenizar o fato de não ter nenhuma igual ou não ter mais essa pessoa consigo? Como já dizia uma de minhas bandas favoritas “A memória é traiçoeira”, mas cabe a você saber como dominá-la.

Autor desconhecido

O ENSINO DA LUZ

– Senhor – disse Tadeu a Jesus, após o dia de trabalho estafante – qual é o nosso dever maior na execução do Evangelho para a redenção das criaturas?

            O Mestre fitou o céu azul em que nuvens pequeninas semelhavam estrigas de linho alvo.

            E falou em seguida:

            – Em meio de grande tempestade, inúmeros viajantes se recolheram a enorme casarão que se assemelhava a um labirinto. Porque sentissem medo uns dos outros, cada qual se escondeu nos quartos mais internos e, vindo a noite, em vão procuraram o lugar de saída Começou, então, enorme conflito. Lamentos. Pragas. Assaltos. Correrias. Pancadas. Crimes nas trevas. Um homem, que por ali passava, ouviu os rogos de socorro que partiam do infortunado reduto e, longe de gritar ou discutir, acendeu a sua candeia e passou entre os amotinados, em profundo silêncio. Bastou a luz dele para que todos percebessem os disparates que vinham fazendo, ao mesmo tempo que encontravam, por si mesmos, a porta libertadora.

            O Mestre fez grande intervalo e voltou a dizer:

            – Se a luz do bom exemplo estiver em nós, os outros perceberão, com facilidade, o caminho.

            – E que fazer, Senhor, para semelhante conquista?

            Jesus, continuando em sua contemplação do céu, como exilado buscando alguma visão da pátria longínqua, aclarou docemente.

            – Procuremos o Reino de Deus e a sua justiça, isto é, vivamos no amor puro e na consciência tranquila…

            E tudo o mais ser-nos-á acrescentado.

HILÁRIO SILVA

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