Conta-se que uma vez, em sua caminhada, Obaluaê passou por um vilarejo, faminto e sedento. Os moradores se negaram a lhe ceder ajuda, até mesmo um copo de água por causa de sua aparência “estranha”. Triste com a situação, ele saiu da vila e se estabeleceu nos arredores, querendo saber mais sobre o povo do vilarejo.
Durante esse tempo, a aldeia caiu em miséria, as lavouras foram perdidas e logo se associou essa miséria ao episódio com Obaluaê. Arrependidos de sua atitude, os líderes do vilarejo recolheram o pouco de alimento que sobrou e o levaram ao forasteiro, como pedido de perdão. Compreendendo a dor e o ensinamento passado aos moradores, Obaluaê pisou novamente no vilarejo e tudo voltou a ser como era imediatamente.
Pai Obaluaê,
Vós que sois o Senhor da Cura e da Transformação, cubra-me com Vossa Palha Santa.
Sendo o senhor capaz de curar e transformar nossos males em benesses da alma e do corpo, transmita oh Pai, tuas energias salutares e renovadoras sobre meu espírito, meu perispírito e minha matéria.
Renovai as células do meu corpo, para que eu tenha saúde.
Dai-me forças para que eu possa suportar as dificuldades do dia a dia, pois assim poderei cumprir minha missão, praticando a caridade necessária àqueles que necessitam.
Que a luz divina que emana sob vosso sagrado filá possa me envolver, renovando minha fé.
Que a tua seriedade me mantenha no reto caminho do cumprimento do dever.
E que assim como Vós, eu possa estar coberto aos olhos daqueles que querem me prejudicar.
Eu vos saúdo e agradeço!
Atotô!

